Compromissos

06O que eu defendo

Valorização da Cultura e do Audiovisual

Regulação do streaming e políticas estruturantes para que o Brasil produza suas próprias histórias com autonomia, identidade e geração de empregos.

A cultura é a expressão da alma de um povo e o coração da nossa identidade. Ter autonomia e soberania sobre as ferramentas e políticas públicas necessárias para promovê-la é fundamental para nosso país. É motor de desenvolvimento social e econômico. O poder de contar nossas histórias serve a um propósito pedagógico de narrar e refletir sobre aquilo que fomos, somos e queremos ser.

O filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, primeiro filme brasileiro a ganhar um Oscar, é um forte exemplo disso. O filme conta a história da minha família: meu avô Rubens Paiva, minha avó Eunice, minha mãe, tio e tias. Nele, entramos no cotidiano de uma família compromissada com o bem-estar do povo, uma família que, apesar de tanta dor, não se permitiu perder a ternura. Meu avô, torturado e assassinado pelo regime militar, foi cruelmente arrancado do convívio familiar em um dia aparentemente normal. Acompanhamos a jornada de Eunice, interpretada brilhantemente por Fernanda Torres, na busca por Rubens e sentimos a brutalidade da violência de Estado durante sua luta.

O resultado do filme, para além do lindo e sensível retrato artístico, foi promover discussões acerca dessa violência e seus efeitos duradouros na população brasileira. O exemplo da minha família é apenas um de tantos outros que não tiveram filmes feitos sobre suas histórias. Minha luta e posicionamento no Congresso será o de batalhar para que tenhamos condições de incentivar o audiovisual e todas as outras formas de expressão, para fortalecer o poder de narração e reflexão do povo brasileiro. Para que todas as vozes, especialmente as de periferia, tenham condições de acessar os recursos necessários para fazê-lo!

Para além dos aspectos sensíveis e artísticos do meio, não se pode deixar de destacar o lado econômico e industrial. O audiovisual hoje emprega, direta ou indiretamente, 608.970 pessoas! Isso significa para a economia R$ 70,2 bilhões de contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB), o que representa 0,6% da economia nacional, superando setores tradicionais como o têxtil (entre 0,4% e 0,7%) e o farmacêutico (entre 0,1% e 0,3%), além de gerar 58% mais empregos do que a fabricação de automóveis em 2024. Valorizar o audiovisual é investir no espelho da nossa própria história e no motor da nossa economia. Ao garantir espaço para a nossa cultura, nutrimos a nossa identidade e impulsionamos um setor forte, gerador de renda e de soberania nacional.

Meus compromissos

  • 01

    Defesa do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Fortalecimento da Ancine

    Sustento a convicção de que o audiovisual deve ser tratado como indústria estratégica de desenvolvimento soberano.

  • 02

    Soberania Audiovisual e Regulação das Plataformas de Streaming

    Defendo a regulamentação do mercado de VOD (video on demand/streaming) com cotas de tela obrigatórias para o conteúdo brasileiro e taxação justa do Condecine sobre as grandes corporações estrangeiras, revertendo esses ganhos diretamente para a produção nacional.

  • 03

    Proteção da Memória, do Patrimônio e da Identidade Nacional

    Colocarei a atuação parlamentar a serviço do fortalecimento de museus, cinematecas e arquivos históricos.

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