07O que eu defendo
Proibição de propaganda de Bets e Tigrinho
Proibição total das propagandas de apostas que destroem as famílias e endividam o povo.
As bets estão empobrecendo a população brasileira! É necessário que o argumento contra a publicidade das apostas esportivas se desloque apenas do lado moral, mas aborde também a proteção da economia popular no Brasil. O endividamento em massa e a ilusão dos ganhos fáceis trazidos pelas plataformas estão drenando a renda da população mais pobre deste país. Dados do Banco Central nos informam que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões só em 2025. A exploração desenfreada do vício não pode ser motor econômico para inúmeras indústrias que tornaram-se dependentes deste modelo de negócio. Shows, futebol, carnaval… dificilmente pode-se imaginar um Brasil em que não haja estampado em abadás ou nos uniformes dos times alguma logo de Bet. Este é um fenômeno sério, mas não tão novo, em que empresários bilionários lucram com o vício e com a vulnerabilidade do povo brasileiro. Minha proposta é que imaginemos um outro mundo possível: a regulação da publicidade das bets é prioridade máxima para interromper este ciclo.
Já tivemos a coragem de enfrentar esse problema antes. Todos lembram-se como os cigarros eram propagandeados em tantas esferas da vida, ironicamente até nos esportes. Depois de diferentes campanhas, o uso do tabaco diminuiu em quase 50% no Brasil (estudo publicado no periódico científico PLOS Medicine). Considero a propaganda das bets ainda mais nociva: você pode apostar em todo e qualquer lugar, a toda hora. As empresas estão lucrando com a insegurança financeira das famílias. Prometem uma mudança de vida, uma rendinha extra no fim do mês. Fazem com crueldade e fecham os olhos para as consequências. Quantas famílias estão endividadas?
Este não é apenas um sério problema econômico, mas também de saúde pública. Com certeza ouviremos mais do termo “Ludopatia” (o vício em apostas), transtorno reconhecido pela OMS como grave problema. Dados da UNIFESP indicam que 11 milhões de pessoas já apresentam sinais de uso compulsivo severo no Brasil. Isso não pode continuar assim. Internacionalmente, a urgência do tema já é reconhecida: a Premier League, na Inglaterra, aprovou o banimento dos patrocínios master de casas de apostas nas frentes das camisas dos clubes de futebol. Na mesma linha, grandes estrelas globais, como o jogador Kylian Mbappé, já se recusaram publicamente a participar de campanhas e associar suas imagens a empresas de apostas, apontando abertamente o impacto devastador desse mercado sobre as populações e famílias mais vulneráveis.
É urgente que o Congresso Nacional tome uma atitude em defesa da nossa população. No meu mandato como deputado federal, vou batalhar incansavelmente pela proibição total da publicidade de bets em eventos e transmissões esportivas. Assim como fizemos no passado com o cigarro. Essa é uma prática predatória que destrói famílias e que não pode ser estimulada pelo Estado.
Meus compromissos
- 01
Defesa Intransigente da Saúde Pública e Enfrentamento à Ludopatia
Tratarei o vício em apostas e jogos de azar não como desvio individual, mas como uma grave emergência de saúde pública. Defendo o fortalecimento da rede de atenção psicossocial no SUS para atendimento especializado às vítimas de ludopatia e suas famílias.
- 02
Proibição Ampla da Publicidade de Jogos de Azar nos Esportes e Mídia
Sustento a postura firme de que o esporte, a cultura e os meios de comunicação não podem servir de vitrine para o endividamento do povo.
- 03
Proteção da Economia Popular e Renda Familiar
Combaterei a exploração financeira promovida por plataformas de apostas que drenam o orçamento de famílias de baixa renda e beneficiários de programas sociais. Defendo a criação de mecanismos rígidos de controle operacional e restrições bancárias que impeçam o endividamento em massa.
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