Compromissos

03O que eu defendo

Memória, Justiça e Verdade

O esclarecimento dos crimes de violência de Estado, do passado e do presente, é indispensável para que nunca sejam esquecidos e nunca mais aconteçam.

“Um povo sem memória é um povo sem futuro”. A consolidação de uma democracia plena no Brasil exige coragem para olharmos para o passado e construir mecanismos que impeçam a repetição dos mesmos crimes. O Estado brasileiro possui uma cultura de violência institucional que, ao não ser endereçada, condena sua população a sofrê-la novamente. O Brasil possui uma dívida civilizacional com seu povo: os pactos de silêncio e de anistia que caracterizam este país a um eterno ciclo de transições “lentas, graduais e seguras” são os mesmos pactos que, por exemplo, não nos dizem onde está o corpo de meu avô, o deputado federal Rubens Paiva. Torturado, assassinado e desaparecido pela ditadura militar brasileira.

Nosso povo tem memória e exige verdade e justiça! É exatamente este silêncio, este falso espírito conciliador que fertiliza o solo do autoritarismo, e que, anos mais tarde, elegeria um fascista como Bolsonaro. A ausência da responsabilização das atrocidades cometidas durante a ditadura militar é responsável, também, pela perpetuação das violências de Estado cometidas durante a era democrática. A realidade brasileira grita como a impunidade do passado alimenta a violência institucional do presente. A cultura de violência de Estado não desapareceu em 1988 com a Constituição, ela se transformou e continua a vitimar cotidianamente o povo brasileiro, especialmente nas periferias, afetando as populações mais vulneráveis. Hoje, essa violência perpetuada se demonstra nos mais de 6 mil pessoas mortas anualmente em intervenções policiais no país, sendo que 82% dessas vítimas são jovens e negras (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Esta é uma das razões da minha candidatura: ocupar este cargo com obstinação e a indobrável certeza de que estarei ao lado do povo brasileiro na elucidação dos crimes de Estado, sejam eles durante a ditadura ou no tempo presente. O esclarecimento irrestrito destes crimes é uma condição para o desenvolvimento pleno deste país. A memória deve ser cultivada como um instrumento permanente de educação, para que abusos de poder jamais sejam permitidos ou repetidos. Sem a compreensão integral da verdade, sem a responsabilização por atentados contra o povo e sem as reformas institucionais necessárias, a democracia brasileira continuará incompleta.

Meus compromissos

  • 01

    Fortalecimento das Políticas Públicas de Memória e Reparação

    Defendo o fortalecimento permanente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e de centros de memória em todo o país.

  • 02

    Enfrentamento à Violência Policial e Reforma da Segurança Pública

    Lutarei pelo fim do modelo de segurança pública militarizado que trata a periferia como território inimigo.

  • 03

    Combate à Impunidade e Revisão da Anistia para Agentes de Estado

    Sustento a convicção moral de que crimes contra a humanidade e violações de direitos humanos praticados pelo Estado são imprescritíveis e inafiançáveis. Dedicarei meu mandato para reabrir a Comissão da Verdade e criar um comitê para calcular todas as vítimas sub-reportadas da ditadura, especialmente as periféricas e indígenas.

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